Você tem ou já teve alguma coisa que te prendesse no passado ?
Essa é a pergunta que vira uma afirmativa nesse exato ponto da minha vida. Às vezes eu penso se não sou uma velha, como minha tia-avó Ada ou alguma coisa assim. Tipo aqueles idosos que são tão ligados as suas coisas, como por exemplo uma casa, que não querem sair dela jamais. Particularmente eu acho isso absurdo, mas percebo as mesmas características em mim. Não com uma casa, ou melhor, não só com uma casa, mas com várias e bastantes coisas.
Eu trago o passado que nem é assim tão distante frequentemente. Existe aquela frase assim "Aqueles que não lembram do passado estão condenados a repeti-lo" - O que fazer quando você nunca esquece do passado ? Nem por um mero segundo ?
As vezes, na maioria das vezes no meu passado, as lembranças são boas e é por esse motivo que a maior parte das lembranças que eu evoco só são evocadas porque algo ruim ou triste está acontecendo no momento. Cheguei a conclusão, não agora, mas sim há um tempo atrás, que isso pode ser ruim, pelo menos pra mim. Pode me deixar confusa, totalmente perdida, mais que já sou... Não sei se fico, não sei se vou. Não sei que caminho tomar, não sei se devo parar ou continuar. Só sei que um rumo eu devo tomar.
Medir na balança os prós e contras de cada situação pode tomar tempo, paciência, sentimentos. O certo e o errado, ou até então nem tão errado, insistem em continuar na mesma posição. Não sobe nem desce, ah, deve ser mesmo o coração. Mas, tomar decisão com o cérebro ou o bendito coração ?
Sei bem a resposta: os dois.
Mas duvido que alguém consiga equilibrar esses dois velhos companheiros muito bem. Eles são como o anjo e o diabo, só tomam meu tempo, um pede pro bem o outro pede pelo suposto mal, mas no fim, usando os dois na quantidade certa a gente encontra um caminho, uma boa ou decente solução.
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